
Se o seu treino costa sempre acaba nos mesmos puxadores, talvez esteja na hora de mudar o jogo. Sabia que tem muito exercício por aí que entrega resultado, mas quase ninguém faz?
Pois é. A boa notícia é que com os movimentos certos, dá pra ativar suas dorsais de um jeito que você nunca sentiu antes — sem depender só dos clássicos. Bora descobrir?
Variedade no treino costa: o segredo ignorado da evolução
Muita gente esquece que o corpo se adapta rápido. Se você faz sempre os mesmos exercícios para costas, a chance de estagnar é enorme. E não é só questão de “ficar enjoado”, viu?
Musculaturas como latíssimo do dorso, trapézio e até eretores da coluna precisam de estímulos variados. Isso ativa mais fibras, protege contra lesões e acelera a hipertrofia. Tudo isso só com ajustes simples no treino.
Outra vantagem? Mais consciência corporal e estabilidade. Afinal, costas fortes impactam até nos seus treinos de peito e perna. A base de tudo tá aí: na estrutura.
1. Pulldown unilateral ajoelhado
Poucos usam, mas o efeito é potente. O movimento unilateral permite maior amplitude e engajamento dos dorsais, além de corrigir possíveis desequilíbrios musculares.
Ajoelhar tira o impulso e força você a trabalhar com controle. Isso melhora a conexão mente-músculo e evita compensações com lombar ou ombros.
2. Remada com halter no banco inclinado
Esquece a remada unilateral tradicional. Apoiar o peito no banco inclinado reduz a carga na lombar e isola as costas de forma impressionante.
Além disso, você consegue fazer o movimento mais devagar, mantendo tensão constante. Excelente para ganhar definição e força real.
3. Puxada na corda por trás da cabeça
Sim, parece estranho. Mas feita com leveza e controle, essa variação ativa as partes superiores das costas de um jeito único, principalmente trapézio médio e romboides.
A dica é manter a escápula ativa e nunca exagerar na carga. Aqui, a qualidade vale mais que o peso.
4. Remada invertida com pegada neutra
Esse é o tipo de exercício que desafia e surpreende. Usando apenas o peso do corpo, você ativa toda a cadeia posterior — costas, core e braços ao mesmo tempo.
A pegada neutra (palmas se encarando) favorece a biomecânica e reduz o risco de desconforto nos ombros. Ótimo para iniciantes e avançados.
5. Facepull com elástico
Esse parece “leve”, mas é um dos mais poderosos para postura e estabilidade. O facepull ativa romboides, trapézio e deltóide posterior — essenciais para equilibrar o volume das costas.
Ideal para colocar no fim do treino, como finalizador. Pode ter certeza: se fizer certo, vai sentir aquela queimação boa.
6. Remada baixa com pegada pronada larga
Uma simples mudança de pegada pode transformar o estímulo. Ao usar a pegada pronada larga, você foca mais nas dorsais e menos nos bíceps.
A chave aqui é não deixar a lombar roubar o movimento. Tronco firme, cotovelo indo em direção à cintura e nada de pressa.
7. Remada no cabo com apoio peitoral
Esse é subestimado, mas poderoso. Ao usar um banco com apoio no peito, você elimina o impulso e deixa suas costas trabalharem sozinhas.
Com o cabo, o movimento é mais fluido e permite diferentes ângulos. Perfeito para quem busca definição e alinhamento muscular.

8. Dead stop row
Essa variação da remada com barra é intensa. A cada repetição, a barra “morre” no chão e você reinicia o movimento do zero.
Isso gera mais potência, ativa fibras profundas e ajuda no desenvolvimento de força real para toda a cadeia posterior.
9. Pull-over com halter no banco
Clássico e pouco usado, esse exercício alonga as dorsais como nenhum outro. Além disso, também ativa peitoral e core, tornando o movimento mais completo.
Ideal para colocar no início ou fim do treino costa. Foque na respiração e no controle da descida.
10. Serrote com pegada reversa
Trocar a pegada muda tudo. Ao usar a pegada supinada (palma para cima), você aumenta a ativação das fibras inferiores das costas.
Essa variação também exige mais controle do tronco, fortalecendo o core e protegendo a lombar. Um combo que vale ouro.
11. Remada curvada com halter alternado
Pouco comum, mas altamente funcional. Fazer a remada alternada (um braço de cada vez) obriga o core a estabilizar o corpo o tempo todo.
Além disso, o foco unilateral corrige assimetrias e ativa músculos estabilizadores que ficam de fora nos treinos tradicionais.
12. Hiperextensão com peso no peito
Esse é clássico para lombar, mas também ativa glúteos, isquios e eretores da coluna. Com uma anilha no peito, o desafio cresce.
A dica é controlar o movimento do início ao fim. Nada de impulso. A ideia é fortalecer a base das costas com qualidade e segurança.
Como encaixar esses exercícios no seu treino costa?
Não precisa fazer todos de uma vez. A ideia aqui é trazer variedade e qualidade. Você pode escolher de 4 a 6 movimentos por sessão, respeitando seu nível e objetivo.
Uma sugestão para iniciantes é começar com remada curvada, facepull, remada invertida e hiperextensão. Já os mais avançados podem mesclar dead stop row, pulldown unilateral, puxada na corda e pull-over.
Ah, e vale lembrar: descansar é tão importante quanto treinar. Sem recuperação, não tem evolução muscular.
Dicas extras para turbinar seus resultados
Para que o treino costa realmente transforme sua performance, vale seguir algumas regrinhas simples:
- Aqueça bem os ombros e lombar antes de começar
- Evite cargas exageradas que prejudiquem a execução
- Capriche na contração concêntrica e na descida lenta
- Use variações com elásticos ou cabos para estimular fibras diferentes
- Inclua exercícios com peso do corpo para equilíbrio muscular
Treinar as costas não é só questão de estética. É sobre ter estrutura, postura e desempenho em tudo: da corrida ao agachamento.
Conclusão: menos repetição, mais transformação
Se você quer um treino costa que realmente entregue resultado, tá na hora de sair do piloto automático. Esses 12 exercícios são pouco usados, mas altamente eficazes.
O segredo está em variar estímulos, respeitar a execução e manter consistência. E aí, bora sair do óbvio e transformar suas costas de verdade?